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07/11/2019
Políticas públicas, mulheres e uma sociedade desenvolvida

Quais ações que estão ajudando o desenvolvimento da região e do Estado e destacando o protagonismo de tantas mulheres.

Mulheres! Por que eu sempre falo tanto do nosso gênero de forma singularizada? Vou citar um bom motivo: terça-feira (05) aconteceu, na Univates em Lajeado, o VIII Fórum Regional de Enfrentamento à Violência Contra a Mulher. Um espaço para pensarmos sobre como as tantas dificuldades que nosso universo feminino ainda enfrenta. Mais do que os índices alarmantes de violência doméstica, é incrível perceber como formamos redes de apoio capazes de nos fortalecer como empreendedoras, pesquisadoras, líderes comunitárias e tantas outras funções.

Refletindo sobre essa edição de 2020, pesquisei alguns dados que certificam o quanto o papel da mulher tem transformado a sociedade. Em 2017, de acordo com o perfil dos gaúchos traçado pelo Sebrae, a população feminina em Lajeado representava: 44.419 habitantes, enquanto os homens eram de: 41.510 habitantes.

Outra dado importante, divulgado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) em 2014 mostra que as eleitoras do sexo feminino representavam 52,13% do total de 142.822.046 eleitores.

Já os dados do IBGE de 2017 apontam, quanto ao gênero e cargos de liderança, que as mulheres ocupam 31,3% de cargos gerenciais, já  os homens 68,7%. Em cargos que envolvem a presidência ou direção, a diferença é maior, os homens equivalem a 86,4% e as mulheres a 13,6%.

Você sabia que..

Segundo um estudo inédito da Serasa Experian, o Brasil possui 5.693.694 de mulheres empreendedoras, o que representa 8% da população feminina do país. Isso significa que 43% dos donos de negócios do país são do sexo feminino, e 57% são homens. O estudo aponta também que a idade média das empreendedoras é de 44 anos.

Isso significa que 43% dos donos de negócios do país são do sexo feminino, e 57% são homens.

Poder Legislativo…

A Câmara de Vereadores de Lajeado é um espaço que nos chama atenção, pois temos registro de que apenas cinco mulheres ocuparam o cargo de vereadora em trinta anos de história. Com tanta potência e representativa, temos muito a construir ainda.

A Univates, uma das propulsoras dessa transformação social e acompanhando os passos de grandes multinacionais e empresas nacionais já iniciou o seu processo e em um levantamento sobre os cargos ocupados dentro da universidade e os índices são positivos. Acompanhe:

Cargos de chefia
– Pró-Reitoria: duas mulheres e dois homens –  50% mulheres
– Direção: seis mulheres e dois homens – 75% mulheres
– Gerência: dez mulheres e seis homens – 62,5% mulheres
– Coordenação: 43 mulheres e 40 homens – 51,8% mulheres
– Pesquisa: 37 mulheres e 21 homens – 63,79% mulheres
– Docência: 243 mulheres e 280 homens – 46% mulheres

Quadro técnico-administrativo (sem cargos de chefia)
60,2%  são mulheres

Estudantes
Total: 56,32% são do sexo feminino
Graduação: 55,90% são do sexo feminino
Cursos técnicos: 47% são do sexo feminino
Educação Continuada: 61,67% são do sexo feminino
Pós-graduação lato e stricto sensu: 66,50% são do sexo feminino

Tudo tem a ver com políticas públicas…

Para uma cidade continuar empoderando mulheres e apoiando seus projetos, desenvolvendo o município e criando uma cultura de paz, precisamos de pessoas que pensem e efetivem políticas públicas.

Neste aspecto, Lajeado tem muito a nos ensinar sobre ser uma cidade cheia de protagonismo e oportunidades para que as mulheres se mostrem e cresçam em representatividade, movimentando a economia e bons negócios. Destaco alguns projetos que colocam nossa cidade em uma posição de destaque. 

  1. Inspire-se
    O Inspire-se foi uma ação para conectar marcas e empresas. Cerca de 150 mulheres estiveram presentes.
  2. 99 Bussiness House
    Você sabia que aqui existe uma Casa Comercial para Mulheres. Localizada no Bairro São Cristóvão, o espaço é voltado a profissionais do sexo feminino que necessitam de um ambiente individual ou coletivo para realizarem suas atividades. A casa é constituída por miniauditório, bistrô, minibiblioteca, recepção e sala multiuso. Até o momento cerca de seis empresas compartilham o espaço.
  3. BLUSH – Aplicativo exclusivo para mulheres em Lajeado
    Fomos o primeiro município do RS a receber o APP. A ideia foi de uma lajeadense, que sofreu assédio enquanto utilizava aplicativo de transporte na cidade. Hoje residindo em Porto Alegre, procurou uma amiga em Lajeado, que já trabalhava como motorista de Uber para efetivar a ideia. O transporte especial só para mulheres é uma tentativa para combater e conscientizar sobre o problema do assédio.
  4. Rede de Enfrentamento à Violência Contra a Mulher
    Lajeado conta com uma Rede que engloba engloba a Delegacia de Atendimento Especializado à Mulher (Deam), o Centro de Referência Especializado de Assistência Social (Creas), o Centro de Referência de Assistência Social (Cras), Casa de Passagem, Brigada Militar e o Serviço de Assistência Jurídica (Sajur). Uma das poucas cidades do estado com esse suporte.
  5. Ciência para Meninas
    O objetivo do Meninas nas Ciências Exatas, Engenharias e Computação do CNPq é apoiar projetos que estimulem a formação de mulheres nas carreiras de ciências exatas, engenharias e computação no Brasil, despertando o interesse de estudantes do sexo feminino da Educação Básica (Ensino Fundamental a partir do 6º ano e Ensino Médio) e do Ensino Superior por essas profissões e para a pesquisa científica e tecnológica. Pelo menos três escolas participam do programa no Vale do Taquari.  As atividades de extensão ocorrem pela relação entre a Univates e a comunidade. Já a pesquisa será realizada por meio do Programa de Pós-Graduação em Ensino de Ciências Exatas, para que seja possível investigar os impactos do programa e compreender como se percebem as meninas matriculadas em cursos de Engenharia com pouca presença (ou minoria) de mulheres.
  6. Outubro Rosa
    Foram TANTOS movimentos incríveis nesse último mês. Todos em prol da uma conscientização conjunta de mulheres que sabem a importância de falar sobre saúde e o papel indispensável da sororidade. As faixas de pedestre na Rua Julio de Castilhos receberam interferência artística para a causa, houve a Caminhada das Sombrinhas com a Liga Feminina, o Outubro Rosa Fit recebeu mais de 25 empresas apoiadores e tantas outras atividades de conscientização.

Outros Projetos no estado e que merecem a nossa atenção:

Mulher em Construção é uma organização do terceiro setor que forma mulheres para o mercado da construção civil. A ONG foi criada a partir de um projeto piloto implementado em 2006, no município de Canoas (RS). Por meio de parcerias entre profissionais e empresas ligadas à área da construção civil, foi criada a instituição “Mulher em Construção”.
A iniciativa já capacitou quatro mil mulheres nas especialidades de pedreiras, pintoras, azulejistas, ceramistas, eletricista e hidráulica. Desenvolvidos por profissionais ativos na área, os cursos acontecem em locais que necessitam de reparos e são focados no diálogo e prática entre professores/as e alunas.
Além disso, contam com conteúdos como tolerância, respeito das diferenças individuais e desenvolvimento de consciência social crítica.
Como proposta, eu como política e legisladora, enviei convite para que a entidade esteja presente aqui na nossa cidade já que nós, a capital da construção civil, temos tudo a ver com esta pauta 😉 

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