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08/08/2018
Precisamos falar sobre a violência contra as mulheres [Sessão da Câmara – 07-08-2018]
Créditos: Carolina Gasparotto/AI Câmara de Vereadores de Lajeado

 

No ano passado, a ONU lançou o projeto O Valente não é Violento, que estimula a mudança de comportamentos dos homens, para que eles assumam a sua responsabilidade  na luta contra a violência de gênero.

Nós, do meu gabinete, nos engajamos nesse projeto, de modo voluntário, e passamos por escolas de Lajeado para provocar meninos e meninas a repensarem estereótipos sobre o que as mulheres e os homens devem ser ou fazer.

O intuito foi atingir o cerne da violência doméstica, que é a cultura machista. É ela que provoca a desigualdade de gênero, a discriminação das mulheres e a violência exercida contra nós.

O projeto é maravilhoso, porque trabalha a prevenção de uma forma muito leve, com jovens que tem um potencial enorme para modificar essa situação. Nesse ano, tivemos que dar uma pausa, por conta das eleições, mas pretendemos retomá-lo em 2019.

Ainda temos muito a avançar, inclusive aqui na cidade, porque a abordagem desse tema ainda é um tabu, ainda mais quando tratamos dele na infância ou adolescência.

Porém, não tenho dúvidas da necessidade de falar sobre isso com todos os públicos. O machismo está enraizado em nossa sociedade.

Faz parte da nossa rotina como mulher sofrer ataques psicológicos, como forma de humilhação ou diminuição. Faz parte do nosso dia-a-dia saber que a amiga, a vizinha, a mãe, as irmãs – ou qualquer uma que seja – está apanhando dentro de casa ou é vítima de um relacionamento abusivo.

Foi repugnante ver as imagens da violência cometida contra a advogada Tatiane Spitzner pelo marido dela, no Paraná. Mas é o que acontece a cada hora, em todos os lugares desse país, em todas as classes sociais.

Já são 12 anos da Lei Maria da Penha, mas ainda continuamos enfrentando os mesmos problemas. A cada duas horas, uma mulher é assassinada no país. É urgente punir com mais rigor. É urgente mudar essa cultura.

Meter a colher também é preciso. A interferência pode salvar vidas. Há mulheres que nem percebem estar sofrendo violência, acham que serem agredidas verbalmente, fisicamente e até sexualmente é normal. Mas não é, jamais foi ou será.

A violência contra a mulher precisa ser combatida e prevenida. Precisamos mudar nossas atitudes quando queremos que o nosso entorno mude!

 

Denúncias

Para denunciar casos de violência contra a mulher, Ligue 180. A central de atendimento à mulher funciona 24 horas por dia. A ligação é gratuita e confidencial. O canal recebe as denúncias e esclarece dúvidas sobre os diferentes tipos de violência aos quais as mulheres estão sujeitas. O contato também pode ser feito por e-mail, no endereço ligue180@spm.gov.br

Os canais também podem ser utilizados por testemunhas do fato. Depois da denúncia, a investigação não pode mais ser interrompida, mesmo que a vítima desista da ação.

 

 

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